22/10/2014



LEITORES - 22/10/2014

Leitores On Line


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Acesso à informação

Gostaria de ter acesso ao texto da lei 2249/88 do município de Nova Friburgo através desse conceituado jornal, uma vez que não consegui quer na Prefeitura quer na Câmara ou no D.O municipal.

Silvia B. Rocha 


Teatro cancelado 

No sábado, 18, fui ao teatro municipal com minha filha pois íamos assistir à peça do Saci Pererê. Para nossa surpresa, a peça foi cancelada, pois, segundo informações do pessoal do teatro, houve uma confusão na peça de sexta-feira (Alvin e os Esquilos) por causa de documentos das crianças. Pois minha pergunta é: qual a opção de lazer para as crianças da cidade? Nenhuma, não é mesmo? E, quando temos o teatro (que é uma ótima opção e as crianças adoram), forças obscuras criam essa confusão por nada! Já fui em diferentes peças, sempre levando crianças, e percebemos que os espetáculos são realmente voltados para o público infantil, sem nenhum outro problema. Não dá para entender nossa cidade mesmo.

Renata Mattos Rocha


O exercício dos pequenos poderes dos tiranos de aldeia

Lamento, choro & incompetência.

Quando você vê uma avó acompanhada de seu neto, com os respectivos ingressos e uma autorização assinada pelo filho (no caso, o pai da criança), querendo entrar no Teatro Municipal Laercio Ventura e sendo barrada porque não é o próprio pai ou a própria mãe, e a situação de ser avó mesmo comprovada nada significa, num flagrante desrespeito a uma idosa e a uma criança, você chega à conclusão de que está tudo errado. E se escudam em determinações legais, mandando essas pessoas procurarem o Juizado de Menores, a quem atribuem a responsabilidade por tudo isso.

Este foi apenas um dos inúmeros casos que aconteceram na portaria do Teatro Municipal Laercio Ventura na sexta-feira passada, na apresentação da peça infantil Alvin e os Esquilos, que contou com menos de 25 pessoas na plateia. 

Dessa forma, só nos resta desistir de produzir eventos infantis. 

Fazemos teatro infantil para trazer alegria, curiosidade, entretenimento. 

Fazemos teatro para deixar os pais felizes e proporcionar mais opções para o desenvolvimento cultural das crianças. 

Fazemos teatro porque amamos esta cidade e temos certeza que a única alternativa para uma sociedade justa é o caminho da eduçação e da cultura.

Não fazemos teatro infantil para expor pais e filhos a situações humilhantes. Não compactuamos com isso.

Que as crianças retornem para a frente de seus tablets, telefones, para o mundo virtual ou então para a praça Getúlio Vargas ou mesmo a do Suspiro, em frente ao teatro, onde eles terão boas aulas de conduta com os frequentadores desses saudáveis lugares. São maconheiros, bagunceiros, vagabundos, etc. 

Profundamente triste. 

Profundamente lamentável. 

Esta não é a Nova Friburgo pela qual tanto trabalhamos e sonhamos. 

Os burocratas venceram. 

Os mesmos que não providenciaram o respectivo alvará de funcionamento do teatro e que nos levou a tal lamentável situação. 

Já faz mais de dois meses que o processo de regularização do teatro junto ao corpo de bombeiros corre em "regime de urgência” pelos corredores municipais, sem que nada tenha sido feito até hoje. 

E são providencias simples que custariam menos de 30 mil reais, segundo os entendidos. 

A mesma profissional que tem competência para barrar uma avó e seu neto na portaria do teatro parece não tê-la para fazer o processo andar e a Prefeitura ter seu teatro regularizado. 

Parece que não querem a regularização do teatro.

Talvez queiram fechar o teatro, é o que desconfiamos.

 Henrique Cordeiro Correia - Diretor da Múltipla Cultural 


OPINIÃO DOS LEITORES

Poluição 

Poluição: não se trata de um assunto desconhecido de todos que vivem nesta nossa cidade, esquecida pelo poder público. Ela está tão intensamente presente no nosso dia a dia, das mais variadas formas, que já passou a fazer parte das nossas vidas.

A poluição visual, especialmente nas fachadas e marquises do entorno da Praça Getúlio Vargas e na Avenida Alberto Braune, consequência da falta de um critério rigoroso que discipline a colocação de letreiros e placas, pode ser considerada a menos agressiva. Não estou sequer considerando a imundice e as barbaridades decorrentes das campanhas políticas.

A poluição atmosférica, que acontece com maior intensidade nos períodos de seca prolongada, é resultante das queimadas criminosas e, especialmente, dos infinitos e infindáveis congestionamentos que nossas autoridades teimam em não reconhecer e em não adotar uma das muitas propostas de solução que já foram apresentadas à administração municipal.

A poluição sonora, no entanto, merece o maior destaque não só pelo mesmo tipo de omissão, como também pelos danos que reconhecidamente causa à saúde física e mental.

Se levarmos em conta a proporção entre o nível absurdo de ruídos gerados pelas mais diversas fontes e o número de habitantes de Nova Friburgo, podemos afirmar, sem nenhuma dúvida, que vivemos numa das cidades com um dos maiores índices de poluição sonora do mundo. 

Pela quantidade e diversidade dos causadores desses ruídos, é certo que, além dos automóveis, caminhões, carretas, motos e carros de propaganda; os bares; os eventos realizados na Praça do Centro de Turismo e os mafuás que acontecem semanalmente no Clube de Xadrez até alta madrugada, muitos outros existam e nem sequer nos lembramos deles. 

Tudo isso é consequência de uma série de variáveis que inclui educação, respeito ao próximo, cidadania e civilidade. É lamentável reconhecer que com a omissão do poder público, cada vez mais ausente e distante das necessidades da população, continuaremos caminhando com firmeza para ocupar a liderança desse ranking negativo. Em pouco tempo estaremos disputando com cidades da Mongólia, do Irã e da Índia o troféu de "Cidade Mais Poluída do Mundo”. 

Flavio Concieiro Pinheiro

flavioconcieiro@hotmail.com


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