14/07/2008



CIEE atua há mais de 13 anos em Nova Friburgo e região


Carioca e ex-funcionário administrativo da Petrobras, há pouco mais de 13 anos deixou o emprego em busca de uma qualidade de vida melhor. Junto com mulher e uma filha, então com três anos, Alexandre César Botafogo Ribeiro (foto), com formação em Psicologia, tem uma história comum a muitos que trocaram o Rio por Nova Friburgo.
Logo ao chegar à cidade, obteve êxito num processo de seleção para o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), do qual é hoje o responsável pelo atendimento a empresas nos 11 municípios da região. Nesta entrevista Alexandre relata a atuação da instituição privada que intermedeia contatos para estágios de jovens universitários e agora também de estudantes dos cursos fundamental e médio, através da nova legislação denominada Aprendiz Legal.
Ele historia, no entanto, que o CIEE já existia na cidade anteriormente a 1995, de forma semipresencial, com equipes de Niterói e Petrópolis, que visitavam a cidade semanalmente, para contatos com empresas, levantando demandas e, dentro das possibilidades, alocando estagiários.
“Na época se trabalhavam mais os bancos, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Banerj. A cidade não tinha o perfil universitário de hoje; eram somente a Candido Mendes e a Faculdade Santa Dorotéia, só”, conta ele, acrescentando ainda que, desde então, criou-se uma demanda do programa de estágio voltado à comunidade.

A VOZ DA SERRA - Naquela época, o CIEE funcionava onde em Nova Friburgo?
Alexandre Botafogo - Não tinha uma base física na cidade. Faziam um ponto móvel na Associação Comercial, o que criou uma demanda, mas as expectativas não eram atendidas, exatamente por não ter um posto fixo no município. Foi se propagando, inicialmente, dentro dos órgãos públicos, pela experiência de Rio, São Paulo ou Brasília, onde já se realizavam esses convênios, mas funcionava meio a distância. Enquanto estava com empresas públicas, funcionava; quando empresas privadas começaram a surgir, não podia ficar uma pessoa vindo aqui uma vez ou duas por semana, porque não ia funcionar.

AVS - Foi nessa época, da necessidade de instalar o posto, que você surgiu?
Alexandre - A partir dai, o CIEE ficou um período parado, quando houve um recrutamento para uma pessoa estar permanentemente em Friburgo, há 13 anos, e foi aí que entrei e desde então permaneço.

AVS - Surgiu um novo cenário de universidades e isso colaborou para deslanchar?
Alexandre - Com a minha chegada, continuamos um tempo ainda estabelecido na Associação (Comercial), em parceria também do Sebrae; as coisas começaram a evoluir; saímos da Associação, funcionamos um tempo no Camp (Círculo de Amigos do Menino Patrulheiro), foi muito importante para o CIEE amadurecer. Foi ali que pudemos iniciar alguns processos de conhecimento, numa relação muito positiva. Ali crescemos um pouco, estruturalmente, no contexto do CIEE no estado. De lá, viemos para o centro e naquele momento Nova Friburgo também começou a ver a chegada das faculdades, Uerj, as faculdades a distancia, os cursos técnicos, que tiveram um crescimento razoável, embora ainda seja precário.

AVS - Mas a chegada do Cefet - Centro Federal Tecnológico... o que você acha que vai significar?
Alexandre - O Cefet vai dar uma alavancada no processo cultural de Nova Friburgo muito grande. Muito grande! Espero que os empresários consigam acompanhar isso, porque vai ser muito bom para a cidade. A expectativa do país está voltada para isso, porque (o ensino técnico) esteve muito tempo esquecido. Priorizaram muito o superior e abriram mão dos cursos técnicos.

AVS - E hoje é preciso ter uma formação técnica... Primeiro é adequado escolher uma profissão, de nível médio, e depois, num outro momento, fazer uma graduação.
Alexandre - Sem dúvida, porque automaticamente se ganha um conhecimento muito grande e se eliminam as possibilidades de erros. Com um curso técnico se sabe se é aquilo que quer ou não. No nível superior já é mais complicado... e o mercado acaba te prostituindo. Quando se faz, direto, um curso de graduação, acaba achatando o seu nível salarial.

AVS - Agora, você está aqui neste endereço há quanto tempo?
Alexandre - Já são seis anos, aqui no Centro. E aqui estamos conseguindo criar raízes, criando uma identidade, o que só é possível quando se consegue ter um ponto fixo; estamos cada vez mais abrindo frentes com as empresas e com essa identidade bem mais próxima da comunidade, as pessoas já sabem onde nos encontrar e isso é muito bom.

AVS - E quanto às parcerias, quem são os parceiros?
Alexandre - Na verdade, a maioria das grandes empresas é parceira. A Stam, Associação Comercial, a CDL, a Sinimbu, a Unimed, São Lucas, Energisa, Caenf, o que demonstra uma qualidade do trabalho ao longo do tempo.

AVS - Qual é a dinâmica do trabalho? Você faz atendimento aqui, os universitários o procuram? Você tem um trabalho de captação?
Alexandre - São momentos que andam paralelos. A questão operacional... mas nada impede que, no fim, possam estar se cruzando. Existem momentos em que estou visitando as empresas, em função de elucidar questões, problemas e dificuldades e existem os momentos também em que estou fazendo as buscas dessas empresas, apesar delas virem ao CIEE também, em razão do nome, de indicações, mas é uma busca incessante, porque cada vez mais se tem uma quantidade de empresas para você poder ampliar sua quantidade de oferta de estudantes no mercado de trabalho. Tanto no nível médio quanto superior. A cada ano, são lançados mais jovens no mercado de trabalho, de forma até complicada. Então, o CIEE tem o papel de buscar essa garotada, de tentar dar uma qualificação para eles, no sentido de orientação e, paralelo a isso, inseri-los no mercado de trabalho, através do programa de estágio. Mas a captação existe, visitamos as empresas e as empresas vêm ao CIEE também.

AVS - Mas, agora, os universitários... Suponhamos que eu fosse um universitário interessado no programa de estágio. O que preciso fazer? O primeiro passo, evidentemente, é procurá-los?
Alexandre - Primeiramente, para participar do programa tem, obrigatoriamente, que estar matriculado e estar freqüentando um curso, de nível médio ou superior. No caso do terceiro grau, faculdades e universidades, a parte operacional mudou: até um tempo atrás recebíamos os estudantes para fazer o cadastramento e inscrição. Hoje, já e feito via internet.

AVS - Então já existe esse recurso?
Alexandre - Sim. Através do portal www.ciee.org.br, os estudantes, empresas e escolas conveniadas podem ter acesso a todos os serviços. Existem cadastramentos distintos para cada um desses públicos e, inclusive, disponibilizamos através do programa CIEE de Educação a Distância dezenas de cursos on-line, inteiramente grátis, que são muito úteis aos estudantes. Muitos, inclusive, têm aproveitado esses treinamentos para se prepararem, enriquecendo ainda mais os seus respectivos currículos. Mas de qualquer forma, temos também o endereço de nossa unidade em Nova Friburgo.

CIEE oferece serviço gratuito
de avisos de vagas pelo celular


O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) é uma instituição filantrópica de direito privado, mantida pelo empresariado nacional. Seu maior objetivo, em 44 anos de existência, é encontrar, para os estudantes de nível médio, técnico e superior, uma oportunidade que os auxiliem a colocar em prática tudo o que aprenderam na teoria. Sem fins lucrativos, beneficente e de assistência social, é reconhecido de utilidade pública, possibilitando aos jovens estudantes brasileiros uma formação integral, fazendo-os ingressar no mercado de trabalho através de treinamentos e programas de estágio.
Em maio último, o CIEE assinou com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Nova Friburgo um convênio para ampliar essa possibilidade de estágios, tanto na entidade quanto nas empresas do comércio. Segundo ainda Alexandre Botafogo, aos estudantes inscritos o CIEE oferece um serviço gratuito de aviso de vagas pelo celular. “Toda vez que uma nova oportunidade de estágio com o seu perfil for disponibilizada, enviamos um comunicado SMS para o número de telefone celular cadastrado e disponível ao recebimento de mensagens em texto”.
A unidade do CIEE na cidade, com abrangência regional, conta, além do próprio Alexandre, com Priscila Nunes, na parte operacional e administrativa e ainda com a estagiária Aline Ferreira Garcia de Oliveira, responsável pelo apoio comercial e contatos com empresas.
Funcionando na Rua Luiz Spinelli 27, sala 203 (Cep: 28610-180), a unidade local atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O telefone para mais informações é o 2522-1282.

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