02/07/2012



Premonição

Luiz Gonzaga Carvalho e Silva - Lugo

Sou católico romano, fervoroso, professando esta fé desde criança, mas, não sou um fanático. Esta afirmação é muito importante para que eu possa fazer o relato que se seguirá.
O que vou registrar tem a exclusiva intenção de abrir luzes no caminho de muitas pessoas que vivem ocorrências iguais às que vou expor, sem conseguirem achar explicações lógicas.
Transmissão de pensamento, telepatia e premonição são palavras consideradas sinônimas. Não é errado, entretanto, cientificamente, são ocorrências que apresentam diferenças. Não vou entrar em pormenores, pois sou leigo no assunto. Vou me restringir a enfocar a Premonição, que, de acordo com especialistas da matéria, é: “Uma advertência, em forma de sensação, a respeito de algo que vai acontecer no futuro, entretanto, esse futuro, pode ser imediato, a partir do segundo seguinte”.
Este cronista é uma das milhões de pessoas que têm premonição, pois, com frequência, penso em algo, lembro de um amigo que há tempos não vejo, planejo estar com alguém, futuramente ou prevejo, estranhamente, que algo vai acontecer e nesse mesmo momento ou no futuro, sempre próximo, tudo que pensei, que vi, que planejei ou que antevi, em meus pensamentos, ocorre.
Acima, fiz a confissão pública de minha fé, a católica, pois, frequentemente, quando afirmo que tenho premonição, relatando o fato ou fatos acontecidos, de imediato, sou alertado pelo meu ouvinte que esse fenômeno é mediúnico, que eu sou vidente, ligando o fato ao espiritismo. Respeitosamente, não concordo, pois não interpreto essas ocorrências como mediúnicas, optando por enquadrá-las como ocorrências científicas, as quais foram denominadas por um dos maiores estudiosos do tema, o suíço Carl Gustav Jung, como sincronicidade, assim definida pelos experts: “Uma tentativa de encontrar formas de explicação racional para fenômenos que a ciência de então não alcançava, tais como os referidos acima, fenômenos não causais que não podem ser explicados pela razão, porém, são significativos para o indivíduo que os experimenta”.
Como exemplos recentes, em cinco meses de moradia em Nova Friburgo, já ocorreram comigo três fatos relativos à premonição. O primeiro deles aconteceu numa loja de vendas de motocicleta. Ao entrar nela, me dirigi ao funcionário e fiz uma brincadeira com os demais servidores falando sobre peixe. Um funcionário, ao ouvir o que eu disse, argumentou: “Que coisa curiosa, logo antes do senhor chegar, eu estava conversando com meus colegas, falando sobre peixes”. Após isso, trocamos ideia sobre premonição. Como ele é leitor de minhas crônicas, vai se lembrar do assunto! Em outra oportunidade, planejei, numa manhã de sexta-feira, fazer uma visita para conhecer uma brilhante escritora e professora desta cidade. Por motivos inexplicáveis, não fui ao seu local de trabalho. Quando voltava, próximo de minha casa, entrei na sede de uma imobiliária para tratar de um assunto pessoal. Ao chegar, a sócia da empresa estava atendendo uma senhora e eu fiquei aguardando para ser atendido. De repente, a funcionária, também de forma inexplicável, virou-se pra mim e perguntou: “Luiz, o senhor conhece a professora Fulana?”. Incrível, a referida senhora era a escritora que eu não tinha ido conhecer, mas que estava lá na empresa, longe do seu local de trabalho, exatamente na hora em que, ocasionalmente, entrei, para tratar de assunto adiável!
Essa foi surpreendente, pois no dia 18 de março, passado, eu estava redigindo uma crônica sobre manipulação de concorrências públicas e, quando terminei de redigir o texto, fiz uma pausa e voltei a atenção para a televisão, constatando, surpreso, que naquele exato momento a TV Globo, no programa Fantástico, estava divulgando reportagem sobre manipulação em licitações, exatamente, o mesmo assunto e com os mesmos detalhes que eu havia acabado de registrar.
Fatos históricos registram: Abraham Lincoln relatou para o seu guarda-costas e para a esposa a sua morte, que foi por assassinato; no desastre do Titanic, pessoas relataram sonhos ruins, sobre fato desastroso que ocorreria com aquele navio; e que o integrante do grupo musical Mamonas Assassinas, Julio, afirmou ter sonhado que o avião em que viajariam sofreria um acidente.
Quanto a mim é estranho que, quando penso, lembro de alguém ou antevejo algo, não comento o fato com ninguém que possa estar ao meu lado. Só uma vez eu o fiz e abaixo vou registrar.
Dias antes da referida ocorrência, eu, sem poder explicar o porquê, dirigindo-me à minha companheira Andréa afirmei: “A Princesa Diana da Inglaterra vai morrer daqui a poucos dias!”.
Ela morreu num casual acidente de automóvel, três dias depois! Lembram-se do fato?
Pondero que os relatos acima só servem para demonstrar que Premonição é um dos milhões de segredos da mente humana que ainda não estão devidamente estudados, necessitando de muitas pesquisas para serem decifrados. Tentar explicar essa ocorrência sob outro enfoque, é temerário!



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